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  • Foto do escritorEnzo Jurkas

Principais intoxicações em cães


Intoxicação é a introdução de uma substância tóxica no organismo, sendo que podem acontecer por medicamentos ou outras substâncias presentes em alimentos, plantas, entre outros. Existem vários tipos de intoxicação, mas os acidentes com cães em geral ocorrem em ordem crescente pela ingestão ou contato com produtos de limpeza, ingestão de plantas, alimentos, venenos e, principalmente, medicamentos.


Figura 1: Cão


Sintomatologia da intoxicação

A sintomatologia da intoxicação é relacionada diretamente ao que o animal entrou em contato. Assim, o cão pode apresentar

  • salivação excessiva;

  • dor abdominal;

  • gases;

  • vômito;

  • diarreia;

  • mudança de comportamento e apatia;

  • sintomatologia neurológica, como tremores e convulsões.


Principais causas

1.Produtos de limpeza

Alguns desses produtos podem gerar efeitos tóxicos para cães e gatos que tiverem o mínimo contato, seja por inalação, contato com a pele ou ingestão. Esses efeitos ocorrem em pouco tempo após o contato e infelizmente pode gerar danos severos à saúde do bichinho.

Esse contato ocorre frequentemente devido ao mau armazenamento desses produtos, deixando em regiões baixas e de fácil acesso ao pet. Os principais produtos tóxicos são os detergentes, sabões, sabonetes, shampoos, água sanitária, removedores e limpadores multiuso.


Figura 2: Produtos de limpeza


2.Alimentos

Alimentos inofensivos para humanos podem ser vilões para a saúde dos nossos cães, isso acontece porque os animais têm um funcionamento do organismo um pouco diferente dos humanos, principalmente em relação a digestão e absorção. Assim, nem todos os alimentos comuns na culinária brasileira que são benéficos para nós fazem bem para eles. Como resultado,  alguns podem levar a quadros severos de intoxicações.

Os principais alimentos tóxicos mais comuns para cães são chocolate, uvas, açaí, abacate, alho, cebola, café e xilitol.


Figura 3: Alho e cebola


3.Plantas

Várias espécies de plantas ornamentais que ganhamos de presente e utilizamos em casa para embelezar o ambiente e deixá-lo mais aconchegante são tóxicas para nossos cachorros. Essa toxicidade pode se dar por efeitos no trato gastrointestinal, sistema nervoso ou no coração.

Como exemplo de plantas tóxicas para cães, temos comigo-ninguém-pode, coroa-de-cristo, costela-de-adão, jiboia, flor-do-natal, bico-de-papagaio,  folha-da-fortuna e azaleia.


Figura 4: Azaleia


4.Venenos

O mais comum é o "chumbinho", que é uma substância de venda proibida e em forma de bolinhas pretas que são utilizadas como veneno para ratos.

A intoxicação por chumbinho normalmente leva o animal à óbito pois os efeitos tóxicos aparecem rapidamente e o tratamento, na grande maioria das vezes, é ineficaz. 


Figura 5: Chumbinho


5.Medicamentos


Os medicamentos causam intoxicações em cães principalmente pelo fato de que muitos responsáveis têm acesso fácil a esses produtos de uso humano, em particular os antiinflamatórios não esteroidais, e os administram aos seus animais buscando a melhora do cão. Porém, sem a orientação médico-veterinária, não dispõem de conhecimento suficiente sobre os riscos da administração dessas substâncias e da possibilidade de ocorrência de intoxicações, aumentando a chance de intoxicação do animal.

Exemplos de medicamentos que se enquadram nessa explicação são: diclofenaco (Cataflam®) e ibuprofeno.


Figura 6: Diclofenaco


Conclusão


Existem muitas substâncias que podem intoxicar e prejudicar a saúde dos nossos cães. Assim, ter o conhecimento sobre as principais causas e sobre a sintomatologia das intoxicações torna o tratamento clínico-emergencial mais efetivo, promovendo um diagnóstico mais rápido, podendo ser fundamental na melhora do animal!


Em caso de suspeita de intoxicação, leve seu cachorrinho imediatamente ao Médico Veterinário!


Referência

XAVIER, F.G.; KOGIKA, M.M.; SPINOSA, H.S. Common causes of poisoning in dogs and cats in a Brazilian veterinary teaching hospital from 1998 to 2000. Veterinary and Human Toxicology, v. 44, n. 2, p. 115-116, 2002.


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