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  • Foto do escritorLarissa Santos

Perigo à espreita: Ameaça dos escorpiões para cães e gatos


Os acidentes por escorpiões ocorrem em grande parte do mundo, principalmente nas regiões subtropicais, no Brasil esses acidentes tem crescido exponencialmente na região sudeste, em São Paulo principalmente, isso ocorre provavelmente pela maior ocupação popular dos centros urbanos, invadindo áreas florestais. Na medicina veterinária existem poucos relatos de envenenamento por escorpião, mas pode-se esperar que esse crescente aumento de casos dos humanos irá refletir também nos animais.


Quais espécies de escorpião são mais comuns?

No Brasil a espécie de escorpião mais encontrada é a Tityus serrulatus, conhecido popularmente como escorpião amarelo, mas o T. bahiensis também tem causado acidentes em determinadas regiões do país, esse é popularmente conhecido como escorpião marrom. Esses escorpiões possuem em seu veneno uma mistura complexa de compostos que causam a sua toxicidade e influenciam diretamente os sinais clínicos do animal acometido.



Tityus serrulatus 

Tityus bahiensis

Principais sinais clínicos

Após os acidentes com escorpião, os sinais clínicos dependem da quantidade de veneno inoculado e a sensibilidade individual do animal, interferindo na gravidade dos sinais, em alguns casos pode evoluir a óbito em poucas horas, é comum os animais acometidos apresentarem um quadro de intensa dor local, vômito, agitação, desorientação, alguns podem apresentar convulsões, além de arritmias cardíacas, dificuldade respiratória, em casos mais graves pode gerar falência cardíaca.


Desse modo, é possível dizer que as primeiras horas após o acidente com escorpiões, são críticas e podem determinar a evolução do quadro, por isso é importante o acompanhamento clínico por um médico veterinário capacitado, que saberá como conduzir a situação, além de orientá-lo da melhor maneira possível.


Se você tiver alguma pergunta ou sugestão para futuros artigos, sinta-se à vontade para compartilhá-la conosco. Adoraríamos ouvir sua opinião e atender às suas necessidades. Até o próximo post!


Escrito por: Larissa Silva Santos


Referências


SPINOSA, Helenice de Souza et al. Toxicologia aplicada à Medicina Veterinária. Editora Manole, 1° Edição- 2008 


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